Dia Mundial do Doador de Sangue



O dia mundial do doador de sangue é comemorado nesta quinta-feira (14) em todo o país e, neste ano, o tema é “Todo doador de sangue é um herói”.

O Mundo comemora hoje, 14 de Junho, o Dia do Dador de Sangue, com o objectivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de sangue inócuo e seus derivados para transfusões e para a importante contribuição dos dadores voluntários.


A efeméride deve-se a uma proposta apresentada a Organização Mundial da Saúde (OMS) pela Federação Internacional das Organizações de Dadores de Sangue (FIODS) em parceria com a Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho e apoiadas pela Sociedade Internacional da Transfusão Sanguínea (ISBT).

A proposta recebeu aceitação por parte da OMS, que ratificou a posição relativamente a efeméride na última Assembleia-Geral, realizada em Maio de 2005, quando os ministros da Saúde de todo o Mundo subscreveram uma declaração unânime de apoio à dádiva de sangue não remunerada.

Assim, foi decidido homenagear o cientista e médico austríaco Karl Landsteiner, precursor da transfusão sanguínea, que nasceu no dia 14 de Junho de 1868.

Ele descobriu o sistema dos grupos sanguíneos AB0 e abriu as portas à transfusão. Por esta razão, foi premiado com o Nobel da Medicina em 1930.

Este ano (2012), o Dia Mundial do Dador de Sangue é comemorado sob o lema “O dador de sangue é um herói” e centra-se na ideia de que cada um de nós se pode tornar um herói, dando sangue.

Apesar de reconhecer os heróis silenciosos e anónimos que salvam vidas todos os dias através de doações de sangue, o tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) visa também encorajar mais pessoas a doar sangue voluntária e regularmente.

Segundo dados estatísticos da OMS, todos os anos, mais de 500 mil mulheres morrem desnecessariamente durante a gravidez ou o parto, das quais 99 porcento ocorrem em países em desenvolvimento.

“Uma perda de sangue grave não tratada pode matar mesmo uma pessoa saudável num espaço de duas horas.

O acesso ao sangue seguro pode chegar a evitar um quarto de todas as mortes por falta de sangue”, segundo a OMS.

Em Angola, a directora do Centro Nacional de Sangue, Luzia Fernandes, afirmou, em entrevista ao diário Jornal de Angola por ocasião da data, que o país necessita de mais voluntários para darem sangue nos centros e unidades de hemoterapia, porque apenas 10 porcento da população angolana dá sangue, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma percentagem muito mais elevada.

A responsável do Centro Nacional de Sangue referiu que o dador deve ser uma pessoa com idade compreendida entre os 18 e 60 anos, com um estilo de vida saudável. Não deve apresentar factores de risco, como o consumo de drogas ou a prática de sexo sem protecção. Também não pode ser portador de doença crónica e pesar menos de 50 quilos.

Luzia Fernandes aconselhou que, depois de uma pessoa dar sangue, deve beber muitos líquidos e alimentar-se bem. “A Coca-Cola só é recomendada para aquelas pessoas que têm problemas de tensão arterial baixa”, disse, acrescentando que o máximo que um dador deve fornecer num dia é 400 mililitros de sangue.

A directora frisou que “deve ser um sangue sem doenças infecciosas e bactérias”, referindo que “não existe uma grande reserva de sangue no centro, porque o sangue que sai é reposto pelas famílias que solicitam o sangue. Por isso, insistimos na doação voluntária porque não está direccionado a ninguém”, explicou.

“As pessoas que trabalham em altitudes não devem fazer doação e trabalhar no mesmo dia”, frisou a directora do Centro Nacional de Sangue.

“A afluência dos dadores de sangue ao centro é relativa, porque o ideal são dadores voluntários. Neste sentido, temos trabalhado para que este número melhore, porque a maior parte deles são familiares das pessoas necessitadas. O dador voluntário não é remunerado pelo centro. As pessoas que se comprometem nesta acção são homenageadas no dia 14, que hoje se assinala”, disse a directora.

O Centro Nacional de Sangue em Luanda é uma estrutura que coordena as actividades nos hospitais, unidades ou centros de hemoterapia em todo o país.

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